Pesquisa mostra que 86% das empresas esperam vendas boas ou regulares em fevereiro
Nem todos os segmentos da indústria têm motivos para lamentar. Na contramão da queda da produção industrial brasileira no ano passado, o setor de materiais de construção, que fechou 2019 com alta de 2%, já projeta um crescimento de 4% no faturamento em 2020, segundo dados da Associação Brasileira de Indústrias de Materiais de Construção (Abramat). Entre 2015 e 2017, esse mercado havia desabado 23,8%.
“Ainda que sujeito a muitas externalidades, o sentimento da indústria para 2020 neste momento é de um otimismo moderado, com um cenário de manutenção de um varejo forte, conjuntura econômica positiva e novas medidas de financiamento para o setor imobiliário, fazendo com que se aumente o investimento”, afirma Rodrigo Navarro, presidente da Abramat.
De acordo com o executivo, ainda falta um
importante componente, que é a efetiva retomada de obras paradas e dos
projetos de infraestrutura. “De qualquer forma, acreditamos que teremos
um ano ainda mais positivo para a indústria de materiais de construção
do que 2019, trazendo sustentabilidade para a retomada iniciada em
2018”, diz Navarro.
Um dos elementos que sustentam
as projeções é um estudo da Abramat, o Termômetro da Indústria de
Materiais de Construção, pesquisa de opinião realizada com as lideranças
das empresas associadas. A publicação também destaca o crescimento do
otimismo, refletido na opinião das empresas sobre ações governamentais e
suas pretensões de investimento nos próximos 12 meses.
A
conclusão é que, para 65% das empresas associadas, o faturamento no mês
de janeiro foi considerado “regular”. Para 22%, o período foi “bom” ou
“muito bom”, enquanto os demais 13% consideraram o primeiro mês do ano
“ruim” ou “muito ruim”.
As projeções para o mês de
fevereiro indicam desempenho mais positivo: 48% esperam um mês “bom”,
48% acreditam em um mês “regular”, enquanto 4% projetam um mês “ruim” ou
“muito ruim”. O setor registra crescimento consecutivo no otimismo em
relação ao governo desde outubro do ano anterior.
Segundo
Navarro, existe a possibilidade de um crescimento “exponencial” neste
ano, de aumento de 4,5% das vendas do varejo da construção e de 3% do
Produto Interno Bruto (PIB) do setor. Isso porque há uma combinação de
fatores que podem gerar um efeito positivo, como taxa de juros em queda,
inflação sob controle, liberação de recursos do Fundo de Garantia do
Tempo de Serviço (FGTS), novas modalidades de financiamento imobiliário e
expectativa de aprovação do marco regulatório do saneamento.
Por Nelson Cilo
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