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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Cresce venda de imóveis no Estado e no país durante a pandemia do coronavírus

Baixa taxa de juros, busca por imóveis maiores e mais confortáveis, além de facilidades da tecnologia impulsionam setor, que deve se expandir ainda mais no mundo após a Covid-19.

Ao contrário das expectativas de queda no desempenho do mercado imobiliário em 2020 devido à pandemia do coronavírus, o setor registra alta nas vendas nos últimos meses de isolamento social. Pesquisa divulgada em julho deste ano pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança) aponta que, em maio, os financiamentos para a compra e a construção de imóveis somaram R$ 7,13 bilhões no país, o que representa um aumento de 6,5% na comparação com abril e de 8,2% frente a maio de 2019. No Estado a busca pela compra de imóveis no estado aumentou 17% no segundo trimestre de 2020.

No país, entre janeiro e maio deste ano, os empréstimos totalizaram R$ 34,08 bilhões, o que representa aumento de 23,2% em comparação com esses mesmos meses do último período. Já no acumulado de 12 meses (junho de 2019 a maio de 2020), o crédito alcançou R$ 85,13 bilhões, com alta de 30,5% em relação ao apurado nos 12 meses anteriores, de acordo com dados da Abecip.


 

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Queda de juros aquece mercado imobiliário e favorece compra de imóvel

Acompanhando a queda da taxa básica de juros, bancos melhoram condições de crédito e setor vê aceleração no número de vendas.

O setor imobiliário tem demonstrado bom fôlego e números bastante positivos diante da crise econômica provocada pela pandemia causada pelo novo coronavírus. Somente no primeiro semestre de 2020, 133.786 imóveis foram financiados por pessoas físicas, registrando um aumento de 35,2% quando comparado com o mesmo período de 2019, alcançando a maior alta dos últimos 10 anos. O levantamento é da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).

Além disso, durante os seis primeiros meses, o preço médio do metro quadrado no Brasil teve alta de 1,4%, segundo dados do Índice FipeZap, que acompanha os preços de imóveis anunciados em 50 cidades. Considerando apenas julho, a valorização média no país foi de 0,28%. Entre as capitais, Brasília foi a que registrou maior crescimento: 1,92%.

Esse dado é refletido em um outro muito importante para o segmento, o Índice de Velocidade de Vendas (IVV), que atua como um termômetro para avaliar a agilidade no processo de negociação de imóveis novos. Quanto maior o índice (acima de 5% é considerado bom), melhor é o cenário. Em junho, o IVV no Distrito Federal foi de 11,1%, o melhor resultado da série histórica, iniciada em 2015.

Taxa Selic
De acordo com profissionais que atuam no mercado, um dos principais motivos para o bom momento vivido pelo setor é a recente redução da taxa básica de juros da economia, a Selic, que está em 2% ao ano, menor patamar da série histórica. Esse movimento está diretamente relacionado aos custos dos créditos imobiliários, já que possibilita a redução dos preços das prestações dos contratos.

Para se ter uma ideia, de janeiro a julho deste ano o Banco de Brasília (BRB) concedeu 1.935 financiamentos destinados à compra de imóveis no DF, atingindo um montante de R$ 624,8 milhões. O volume é 739,7% maior em relação ao mesmo período de 2019.

Por Fernando Braga